Apenas Uma Mulher, Pecadora
JO Veio, pois , Jesus seis dias antes da Páscoa, a Betânia, onde estava Lázaro, quem Ele ressuscitara dentre os mortos.
Deram-lhe ali uma ceia, MC em casa de Simão, o leproso.
JO Marta servia e Lázaro era dos que estavam à mesa com Ele.
Então, Maria, MC tomando um vaso de alabastro de nardo puro, de grande preço MC quebrando o vaso, derramou-Lhe o bálsamo sobre a cabeça
JO E ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos.
E encheu-se a casa do cheiro do bálsamo.
Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse:
- Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?
Ora, ele disse isto, não porque tivesse cuidado dos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, subtraía o que nela se lançava.
MT E os Seus discípulos, vendo isso, indignaram-se, dizendo:
- Por que este desperdício?
MC E bramavam contra ela.
MT Jesus, porém, percebendo isso, disse-lhes:
- Por que molestais esta mulher?
Pois praticou uma boa ação para comigo. JO Para o dia da minha preparação, para a minha sepultura o guardou. MT Porquanto os pobres sempre os tendes convosco MC e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem. A Mim, porém, nem sempre me tendes.
MT Ora, derramando ela este bálsamo sobre o Meu corpo, fê-lo a fim de preparar-me para o Meu sepultamento. MC Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde for pregado este Evangelho, também o que ela fez será contado para sua memória.
O Evangelho Reunido -
Os Quatro Evangelhos Reunidos Em Um Só
Pág. 303
Juanribe Pagliarin
A casa era de um fariseu, lugar de muita religião e pouca intimidade. Rudimentos de como se deveria servir a Deus eram muito elucidados. Não havia espaço para o contraditório. O homem e suas tradições, dogmas e incompreensão daquilo que é sagrado ou leviano.
'Uma mulher da cidade, pecadora', elucida bem o Evangelista Lucas, um suposto gentio convertido, o contraditório do por vir. 'Levou um vaso de alabastro com unguento', algo mais valioso que um ano de trabalho. O relato continua dizendo, que ela veio por detrás, aos seus pés, podemos entender que começou pelo seus calcanhares. Um simples detalhe, uma profunda revelação de Gênesis 3:15 'e tu lhe ferirás o calcanhar'. Sem saber, Maria cuidava profeticamente dos ferimentos causado pelos pecados dos homens. A mulher, que representa a Igreja, cuidava em lágrimas do Seu Noivo, antes da grande aflição Lhe que viria dali há seis dias.
Maria enxugava os pés de Jesus com seus próprios cabelos. Os cabelos de uma mulher são para ela vaidade, bem estar, auto afirmação. Um pecador sabe que para tocar Senhor, é preciso se despir do orgulho, das coisas vis desse mundo. Os beijos são humilhação, o reconhecimento da pequenez diante do Senhor e a necessidade da submissão ao Seu Amado. Mas Maria não parou ali, ungia-Lho com o unguento ao que fariseu questionava-se: se fosse profeta, não se permitiria ser tocado por uma mulher pecadora. Assim é o religioso, não entende o que está implícito pelas atitudes tanto da mulher quanto do Mestre, a intimidade entre o pecador remido e Aquele pelo qual foi remido o pecado.
A adoração tem o poder de transformar a vida de um pecador, Jesus defendeu a mulher do vaso de alabastro refutando o fariseu dentro de seus próprios domínios e com os próprios conceitos do mesmo. Jesus não foi bem recebido mesmo sendo Mestre. O costume era servir água para lavar os pés o que ele não o fez. Outro costume era o ósculo, beijo na face, que Simão também não o fez. Tudo que o fariseu devia fazer pela tradição, Maria o fez por amor ao Mestre. Simão, chamado leproso, porque supostamente teria sido curado por Jesus, continuou sendo fariseu e hipócrita. Não adianta convidar Jesus pra sua casa, mas não O tratar com amor, atenção e adoração. Você pode ser curado da lepra pelo Senhor, mas, se não limpar seu coração da religião ou dos costumes do mundo, continuará uma vida leprosa. Sem intimidade não há transformação. Viver no mesmo cômodo do seu conjugue não garante intimidade, é preciso deixar do lado de fora as coisas que são de fora para que as que são de dentro, não sejam negligenciadas.
Marta continuava servindo, Maria continuava adorando, enquanto Lázaro sentava à mesa. Por outro lado, o fariseu continuava na religião sendo visto achando que estava servindo, adorando e sentando à mesa do Senhor. Mas na verdade estava muito distante de Deus, mesmo já tendo sido tocado por Ele. Talvez a insistência de Jesus em ir à Betânia, que significa casa da aflição, se devia em ensinar Marta e Lázaro o princípio da adoração. Marta, a afadigada dos serviços, negligenciava a adoração mais uma vez. Enquanto que Lázaro, sentado à mesa, onde aprendeu a ouvir a voz do Senhor, também não atentou para a adoração. Era visto, mas quando ouvimos falar de Lázaro, lembramos de sua morte. Não me leve a mal, morrer pra glória de Deus é um princípio básico na vida de um adorador, Paulo disse que era lucro, mas a adoração não pode parar, pois o viver é Cristo. Você não pode ser a pessoa que dorme no banco da igreja quando Jesus está lá na pessoa do Espírito Santo. Não basta servi, ser visto e não tocar no Mestre. Não perca oportunidade de adorar ao Senhor.
No texto de Lucas, a única chamada de pecadora foi a única a reconhecer sua necessidade de um remidor. E sua devoção e adoração tocou o Mestre de uma tal forma, que o mesmo declarou: Os teus pecados te são perdoados...A tua fé te salvou; vai-te em paz. Maria alcançou perdão e a salvação, mesmo sendo tão pecadora e culpada, a sua adoração remiu as suas acusações.
João é bem mais taxativo quanto ao valor do sacrifício de Maria, uma libra de unguento de nardo puro de muito preço. Propositalmente o autor aqui da a oferta, um preço, um valor em espécie, pois a atitude de um dos discípulos lhe chamou a atenção. Judas Iscariotes questionava a oferta da mulher do vaso de alabastro, se não a deveria vender o precioso unguento e dar o lucro aos pobres. João porém mostra a verdadeira intenção do traidor, roubar. Geralmente as pessoas que não costumam ofertar ou devolver o dízimo, usam da mesma tática para roubar a Deus: colocar um preço na oferta. Maria não olhou o preço da sua oferta, simplesmente pegou algo que tinha valor pra ela, um ano do seu trabalho, e ofertou. O 'judasismos' é incapaz de separar o que é 'preço' do que é valor', o que é oferta do que dinheiro. O que você tem dado a Deus, oferta ou dinheiro? Um preço ou valor? Aquilo que não tem mais valor para nós, colocamos um preço e vendemos. Mas aquilo que tem valor, não há preço que pague. Esse princípio veio do próprio Deus, que 'JO amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito', '1TM O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos'. No pensamento de Judas, aquela oferta foi um desperdício, mas para Jesus foi adoração.
E você, é um adoradorª ou religiosoª?
Comece a ser uma oferta viva, um sacrifício santo e agradável a Deus. Saia da religião, da aparência, quebre o vaso e exale a essência adoradora que existe dentro de você. Sim, já está em você. 'RM O Espírito testifica com o nosso espirito que somos filhos de Deus'. 'Porque a ardente expectativa da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus'. Todo seu sacrifício não será vão se você colocar nos pés do Senhor.
Ev Tarcio Brandão
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